quarta-feira, 4 de julho de 2012
Brasil : de operário a presidente
Vivemos um momento próprio em nosso país não só para a delimitação das fronteiras sociais , como também para fazer a previsão de até onde elas podem ser movidas.
O quadro de disparidade econômica e social no Brasil é um somatório de fatores que ao longo de nossa história criaram grupos de favorecidos e flagelados , em um processo que realmente não foi simples , como hoje também não é o combate ao hiato que há entre eles. Estamos em um país e formamos uma sociedade marcada pela escravidão e pela falta de incentivo à integração de abolidos após a lei áurea, tínhamos uma capital federeal que ao seguir de forma artificial o modelo urbano francê jogou para as margens seus moradores mais pobres, e , ainda hoje, uma única unidade federativa possui gro de capital maior de que todas as outras vinte e seis unidades somadas.
Em contrapartida o momento é de mudança e de superação do passado histórico , aos poucos e em passos lentos caminhamos para a solução, visto que nunca tivemos na história tantos alunos , vindos de escolas públicas , em universidades, assistimos a um crescimento econômico da classe C e ao acesso da massa populacional ao crédito.
Devemos reconhecer que há um cisma no protocolo social do Brasil, em nenhum outro país do mundo um operário ascendeu à presidência de forma democrática como aconteceu aqui, esse é um fato irrefutável de que podemos transpor barreiras sociais , porém, ainda devemos primar para a melhor distribuição da infraestrutura, diminuição do chamado "custo Brasil", melhoramento da saúde pública, educação e lazer para que assim essas fronteiras tornem-se diminutas.
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