terça-feira, 19 de junho de 2012



  

Alegria Clandestina 

Numa aquarela tropical , que dizem ter cores infindáveis
Em ferida aberta de uma terra de sabores e de amores.
Entre o desenvolvimento e o vazio, nós : o esquecimento.
O esquecimento e o esquecido.
Num preto e branco funebre coberto de sol vermelho de sangue.

Em final de feira livre, no podre, no inconsumível.
Lá dou minhas caras nas suas solas.
Tenho o peso de tuas sombas
Mesmo que ainda não saiba medir o tamanho de minha alma
Acaba-se a leveza dos inocentes, acaba-se em lama e fome

Nada mais poético que um grito de socorro.
Só corro para alimentar-me
Só corro para sustentar-lhe
Só corro para não ser pego e pegado.

É com a minha  calma e alegria clandestinas que vou transgredindo tua impaciência.
Ass : aqueles à que falta impertinencia 


domingo, 17 de junho de 2012

"Por aqui tantos amores e tantos poetas, não-poeta como eu,  incrivelmente não se sente deslocado e se mantém transloucado de amor por você"

(Sabine)

quinta-feira, 14 de junho de 2012


                             

      "Tenho lido muita vida e vivido pouca poesia."

domingo, 3 de junho de 2012



     América. 
América menina,  antes prostituída agora prostituta. 

Bela em latitudes como nenhuma outra, rica em detalhes e antigas inocências. 
De branca no inverno a morena no verão.
É a América não de luas mas a de sois.

Vertigem plena de descobrimento e prazer.
Das altitudes, planalticas e baixadas.
Que curvas da menina América.
Não deixes Tu, ela fazer seu próximo programa.
Quem se omite no caso, se admite Proxeneta.