quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Me orgulho de viver irresponsavelmente cada pequena paixão, como se fosse a ultima pagina do meu livro.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

As vezes o mundo vai pesar mais do que seua joelhos podem carregar.
Isso dói, isso corroe.
Mas pior peso é o das ideias e emoçoes, não há como mensura las
Não há joelho que as carregue.
Não há quem as possa tomar de você.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ando pelo mundo entre a distância e a culpa, sigo em silencio sem me perdoar contando as horas no relógio nada muda, perdendo sempre tempo até você chegar. Ligo a TV mas ninguém leva a sério, os dias que perdi com pena de mim contando estrelas mortas no meu hemisfério antecipando o fim. Sem pensar em nada ando pelas ruas, fotografando qualquer casa pra mentir quem eu sou, enganar o que eu quis. No metrô à noite esqueço os lugares, não entendo as pessoas com meus dias pra viver e o mundo pra esperar.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"Aqui sete visões, sete esculturas de líquido perfil dissolvem-se entre cálculos computadorizados de um país que vai deixando de ser humano para tornar-se empresa gélida, mais nada...][...(“Assumimos a responsabilidade! Estamos construindo o Brasil grande!”)
... Sete quedas por nós passaram, e não soubemos, ah, não soubemos amá-las, e todas sete foram mortas, e todas sete somem no ar, sete fantasmas, sete crimes dos vivos golpeando a vida que nunca mais renascerá. "

                                                                                                                         Carlos Drummond de Andrade
Entre esses tempos de olimpíadas e  de ufanismo nacional,  eu fico, por certo e sempre, emocionado com a , para alguns simples, reprodução do Hino nacional.  Há aqueles de se passar em vão e sem emoção mas não à  mim,   o mais brutal, primitivo e emocionante sentimento  aflora, ou por me fazer sentir integrante de uma unidade , por me fazer  víscera de um corpo social ou por me fazer sentir um dos dentes do mais "feliz" dos países. Lagrimas. É de um sentimento incontrolável, calafrio embriagado que sobe acidentando as espinhas e a derme, que adoração, que adoração, que positivo. Hão de me fazer mais e mais orgulho de Brasileiro, de guerreiro, de trabalhador.Me tiram o coro e me tiram o ouro mas me fazem sentir orgulho de não ser de nenhum país outro.

segunda-feira, 30 de julho de 2012



"Viveram pouco para morrer bem
     morreram jovens para viver sempre."

Guilherme de Almeida.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

                                                                       
                                                                   
   Brasil : de operário a presidente 




       Vivemos um momento próprio em nosso país não só para a delimitação das fronteiras sociais , como também para fazer a previsão de até onde elas podem ser movidas.
       O quadro de disparidade econômica e social no Brasil é um somatório de fatores que ao longo de nossa história criaram grupos de favorecidos e flagelados , em um processo que realmente não foi simples , como hoje também não é o combate ao hiato que há entre eles. Estamos em um país e formamos uma sociedade marcada pela escravidão e pela falta de incentivo à integração de abolidos após a lei áurea, tínhamos uma capital federeal que ao seguir de forma artificial o modelo urbano francê jogou para as margens seus moradores mais pobres, e , ainda hoje, uma única unidade federativa possui gro de capital maior de que todas as outras vinte e seis unidades somadas.
        Em contrapartida o momento é de mudança e de superação do passado histórico , aos poucos e em passos lentos caminhamos para a solução, visto que nunca tivemos na história tantos alunos , vindos de escolas públicas , em universidades, assistimos a um crescimento econômico da classe C e ao acesso da massa populacional ao crédito.
        Devemos reconhecer que há um cisma no protocolo social do Brasil, em nenhum outro país do mundo um operário ascendeu à presidência de forma democrática como aconteceu aqui, esse é um fato irrefutável de que podemos transpor barreiras sociais , porém, ainda devemos primar para a melhor distribuição da infraestrutura, diminuição do chamado "custo Brasil", melhoramento da saúde pública, educação e lazer para que assim essas fronteiras tornem-se diminutas.
   

terça-feira, 19 de junho de 2012



  

Alegria Clandestina 

Numa aquarela tropical , que dizem ter cores infindáveis
Em ferida aberta de uma terra de sabores e de amores.
Entre o desenvolvimento e o vazio, nós : o esquecimento.
O esquecimento e o esquecido.
Num preto e branco funebre coberto de sol vermelho de sangue.

Em final de feira livre, no podre, no inconsumível.
Lá dou minhas caras nas suas solas.
Tenho o peso de tuas sombas
Mesmo que ainda não saiba medir o tamanho de minha alma
Acaba-se a leveza dos inocentes, acaba-se em lama e fome

Nada mais poético que um grito de socorro.
Só corro para alimentar-me
Só corro para sustentar-lhe
Só corro para não ser pego e pegado.

É com a minha  calma e alegria clandestinas que vou transgredindo tua impaciência.
Ass : aqueles à que falta impertinencia