Alegria Clandestina
Numa aquarela tropical , que dizem ter cores infindáveis
Em ferida aberta de uma terra de sabores e de amores.
Entre o desenvolvimento e o vazio, nós : o esquecimento.
O esquecimento e o esquecido.
Num preto e branco funebre coberto de sol vermelho de sangue.
Em final de feira livre, no podre, no inconsumível.
Lá dou minhas caras nas suas solas.
Tenho o peso de tuas sombas
Mesmo que ainda não saiba medir o tamanho de minha alma
Acaba-se a leveza dos inocentes, acaba-se em lama e fome
Nada mais poético que um grito de socorro.
Só corro para alimentar-me
Só corro para sustentar-lhe
Só corro para não ser pego e pegado.
É com a minha calma e alegria clandestinas que vou transgredindo tua impaciência.
Ass : aqueles à que falta impertinencia
Nenhum comentário:
Postar um comentário