sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"Aqui sete visões, sete esculturas de líquido perfil dissolvem-se entre cálculos computadorizados de um país que vai deixando de ser humano para tornar-se empresa gélida, mais nada...][...(“Assumimos a responsabilidade! Estamos construindo o Brasil grande!”)
... Sete quedas por nós passaram, e não soubemos, ah, não soubemos amá-las, e todas sete foram mortas, e todas sete somem no ar, sete fantasmas, sete crimes dos vivos golpeando a vida que nunca mais renascerá. "

                                                                                                                         Carlos Drummond de Andrade
Entre esses tempos de olimpíadas e  de ufanismo nacional,  eu fico, por certo e sempre, emocionado com a , para alguns simples, reprodução do Hino nacional.  Há aqueles de se passar em vão e sem emoção mas não à  mim,   o mais brutal, primitivo e emocionante sentimento  aflora, ou por me fazer sentir integrante de uma unidade , por me fazer  víscera de um corpo social ou por me fazer sentir um dos dentes do mais "feliz" dos países. Lagrimas. É de um sentimento incontrolável, calafrio embriagado que sobe acidentando as espinhas e a derme, que adoração, que adoração, que positivo. Hão de me fazer mais e mais orgulho de Brasileiro, de guerreiro, de trabalhador.Me tiram o coro e me tiram o ouro mas me fazem sentir orgulho de não ser de nenhum país outro.